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New life

Foto: Aline Guedes
Em meados de agosto do ano passado, fui informada pelo Senhor Deus, que meu tempo em Campina Grande (PB), minha terra natal, havia se esgotado. (É, isso mesmo. Deus falou comigo, assim como aconteceu com Abraão, na terra de Ur dos Caldeus há muito, muito tempo atrás). A orientação Dele era a de que eu deveria deixar fisicamente tudo. Família, amigos, trabalho, colegas. Tudo. Mas uma pergunta inevitável. “Pra onde eu vou?”

O tempo foi passando e eu recebi propostas (e boas propostas) de trabalho na minha área, que é a Comunicação, em lugares como Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, o Senhor continuou a desenhar o meu futuro de uma forma jamais imaginada por mim. Ele disse que eu não deveria aceitar nenhuma delas e mais: nenhuma outra proposta que eu recebesse, inclusive, no meu então emprego.

Você não imagina as tentações surgidas nesse meio tempo. Humanamente falando, era loucura não aceitar nenhuma delas, já que eu estava prestes a pedir demissão, não acha? Pois bem, o tempo passou, chegou dezembro, e o Senhor, finalmente, mostrou o lugar para onde eu iria: Brasília! Uma cidade linda, que eu já conhecia e onde tinha vários amigos, sim. Entretanto, Deus não trabalha no óbvio, nem precisa de nós para nada,  e tudo ocorreu de uma forma bem diferente. No comecinho de janeiro, pedi demissão, assinei os papeis e tentei, tentei, tentei comprar a passagem aérea, mas, de uma forma impressionante, eu não consegui. Oras, eu estou acostumada a fazer isso. Dessa vez, o que aconteceu?

À noite, cheguei em casa, falei com meus pais que estava indo embora, conforme programado, mas naquele dia, eu não tinha conseguido adquirir o bilhete. Passados poucos minutos, meu pai me chamou no quarto e disse que eu não havia conseguido comprá-lo por um único motivo: o carro, que era dele, agora seria meu... E somente um milagre do Senhor pra isso ter acontecido (algum dia, em breve, prometo contar essa experiência aqui, está bem?)

Bom. De posse dessa informação, liguei para uma das minhas amigas que mora em Brasília, a Marise, e falei: “Tou indo embora praí, sem nada!”. Ela, prontamente, me disse: “Vemmmmmmmm!”. E assim, foi. Ela e sua família me receberam de braços escancarados e eu continuei a buscar, no Senhor, a orientação para os passos seguintes.

Após alguns dias, Deus me deu um sonho, mostrando que eu iria trabalhar no Congresso Nacional. Gente! Eu já tinha visitado Brasília diversas vezes, mas nunca tinha entrado lá. Eu não conhecia ninguém. Mesmo assim, não muito tempo depois, surgem duas propostas, para a minha escolha. Câmara dos Deputados ou Senado Federal? (Nesse momento, eu entendi o porquê de Deus ter mostrado o Congresso todo, no sonho, e não apenas um ou outro).

O Serginho, fotógrafo de primeira linha na Câmara, amigo da Marise e, hoje, meu também, foi o instrumento que Deus usou para dizer que a vaga de jornalista/fotógrafa na Liderança do PSB do Senado era minha e lá estou eu até hoje. Assim. Desse jeito.

E eu conto essa grande experiência a todos aqueles que procuram saber “como eu fui parar ali”. Confesso que, às vezes, até eu fico impressionada, mas são coisas que somente Deus faz. Eu lido com senadores do Sergipe, da Bahia, do próprio Distrito Federal, mas nenhum da Paraíba, meu Estado natal, o que seria mais “comum”. Pelo olhar humano, deixar toda uma estabilidade, com destino a um lugar árido (nos dois sentidos), como Brasília, é loucura. Alguns estranham quando eu digo que amo esse lugar. Mas, como não poderia eu amar o lugar para onde o Senhor me trouxe? Aqui, Deus me livrou de angústias, determinou o meu local de trabalho, o meu lugar de morar, as pessoas que me rodeiam, a minha igreja. Tudo. Aqui, Deus me tem feito muito feliz...

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