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SBPC pelo progresso da ciência

Todos os anos, no mês de julho, pesquisadores, cientistas, professores e estudantes se encontram em um estado brasileiro diferente, sempre em uma universidade, para a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Criada em oito de julho de 1948, por um grupo de cientistas e amigos da ciência, a SBPC completou, em 2011, 63 anos de atuação. E são muitos os marcos de crescimento e fortalecimento da instituição, que, inclusive, resistiu à ditadura militar.

Promover conferências, estimular o pensamento crítico e apoiar o desenvolvimento nacional por meio da ciência são características da SBPC, cuja função também é trabalhar junto ao governo para ampliar recursos destinados à área. A Reunião Anual é o maior evento científico do país. Durante uma semana inteira, estudiosos, autoridades, gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) e representantes de sociedades científicas apresentam os avanços e discutem formas de aperfeiçoamento das políticas públicas para a ciência nas diversas áreas do conhecimento. Esse ano foi a vez de Goiânia sediar o evento, na Universidade Federal de Goiás (UFG). A próxima edição ocorrerá na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.

Com participação cada vez crescente, o público sempre supera as expectativas dos organizadores. A programação científica é composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Também são realizados diversos eventos paralelos, a exemplo da SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do ensino básico), da ExpoT&C  (mostra de ciência e tecnologia) e da SBPC Cultural (composta de atividades artísticas regionais).

Outro ponto importante a ser ressaltado é a participação da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) nas discussões sobre as modificações no marco legal em torno da proteção e uso da vegetação brasileira, em curso no Congresso Nacional. Essas instituições organizaram um Grupo de Trabalho composto por cientistas e representantes dos setores ambiental e agrícola brasileiros, com a missão de analisar, em profundidade, a questão ampla do Código Florestal vigente e do substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.876/99, aprovado pela Comissão Especial de Revisão do Código Florestal.

Foram apresentados à imprensa os resultados dos estudos que analisaram as questões relativas ao Código Florestal brasileiro à luz do conhecimento científico e tecnológico. Esses estudos fornecem dados e argumentos técnico-científicos para subsidiar as discussões em torno de mudanças no Código Florestal propostas no substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.876/99.

Esses são apenas alguns exemplos da atuação da SBPC, que não é uma agremiação de técnicos e cientistas. Nenhuma qualificação técnica é exigida para a admissão como sócio, mas tão somente o desejo de contribuir, de algum modo, para o Progresso da Ciência no País.

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